"Aqui com mais suave compostura
Menos contradição, mais clara vista
Verei o Criador na criatura."
Fr Agostinho da Cruz [ao chegar à Arrábida]
(Citação indireta de Elegia VI, Estando na Arrábida)
Escreve-se sobre tudo e sobre nada (arte, em grande parte) consoante a inspiração (e a vontade)
Escreve-se sobre tudo e sobre nada (arte, em grande parte) consoante a inspiração (e a vontade)
"Aqui com mais suave compostura
Menos contradição, mais clara vista
Verei o Criador na criatura."
Fr Agostinho da Cruz [ao chegar à Arrábida]
(Citação indireta de Elegia VI, Estando na Arrábida)
(Antes de mais, elucido a quem me lê que este é um texto subjetivo.)
Sim, a experiência de sexo e de Deus podem existir na mesma pessoa. Em momentos diferentes, ou no mesmo momento.
Deus é amor. É encontro connosco e com o outro. É caridade e entrega. É bondade e beleza. É luz e verdade.
Num acto sexual com quem se ama deve haver essa mesma entrega.
Não é a forma como os corpos se mexem que é divina, é a entrega gratuita e o desejo de amor pelo outro que a promove.
Não é a luxúria, o desejo de querer sexo porque sim; não é a objectificação do corpo do outro como uma forma para atingir orgasmos; não é uma necessidade de fazer crescer uma lista de parceiros, como se de uma lista de compras se tratasse. É a caridade amorosa de viver uma experiência carnalmente quente e afectuosamente bela.
O sexo, sem esta entrega, é frio e superficial. É uma mistura de cheiros e sabores enjoativos, enojativos.
O amor é um encontro de dois seres que se unem.
O sexo é, por vezes, uma obtenção do corpo do outro, ou uma troca do seu. Uma troca do seu corpo por uma explosão de prazer.
A experiência divina de Deus existe em nós (em todos nós) e é alimentada pela frequência com que nos entregamos à oração, à contemplação. Primeiro, o Espírito Santo fala-nos. Depois fala através dos outros. Depois, fala através do mundo.
...Ou por uma ordem conhecida exclusivamente apenas por Ele.
É estando conscientes destas diferentes formas de comunicação do Espírito que nos abrimos a Deus, em primeiro lugar; a nós, em segundo, e aos outros, por fim. A Todos os outros.
A presença de Deus não invalida o sexo e o sexo não invalida a presença de Deus em nós.
A única forma destas serem incompatíveis é fazendo sexo de uma forma que actualmente é extremamente comum - com o coração fechado ao divino.
Deus é criador, não é carrasco.
[Fotografia: internet]
Tenho para mim (é apenas uma hipótese) que, em determinados locais, em determinadas ordens/movimentos/paróquias religiosas, a religiosidade anula a espiritualidade.
É normal no ser humano existir mesquinhices e prevaricações. Porém, acredito que, em determinados sítios, parece-me que estas são mais frequentes e importantes e a ligação com o divino é menos valorizada. Ajoelhar para rezar e ter em atenção com alguns costumes (não mostrar nem uma prega de pele, no caso das senhoras) é o mais claro e toda a gente fica a achar que são extremamente beatas, porém, dada a forma como as estas pessoas tratam outras, tanto dentro do grupo como fora dele, para mim, o que me parece, é que, de um ponto de vista espiritual, não há qualquer maturidade aqui.
Resumindo: coloco a hipótese de, em determinadas situações, permanecer no seio de um grupo ser mais prejudicial à espiritualidade e ligação com Deus do que estar fora dele.
Porque temos que enfrentar o passado, seja ele bom ou mau, partilho o meu antigo blogue:
https://celaviewithme.blogspot.com/
Foi graças a ele que comecei a ser lida. Depois mudei e perdi muitos seguidores.
Meu amor, por quem sois? porque me queres matar?
a tua ausência me fere, o teu amor sinto perder...
Não tenho mais nada na vida, que me faça viver.
[minha autoria]
Quando um dia o amor vier e tu não o souberes ouvir,
Que seja o dom de ti aquele que tu consigas nutrir.
Pois sem amor não vive o homem, e sem amor morrerá,
Mas ao te dares e proclamares, o amor de Deus vingará.
[minha autoria]
Hoje em dia os blogues já não são lidos. A não ser que seja um tema muito específico e com assuntos muito interessantes, já são raros os blogues activos.
Hoje decidi voltar.
Não porque traga um novo tema ou um assunto interessante, mas simplesmente porque me apeteceu. Os dias têm andado tristes e solitários.
Que, novamente, o blogue seja uma fonte de luz para mim, como sempre o foi.
E que tenham sempre luz na vossa vida.